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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ALERTA: UMA AMEAÇA QUE ESTÁ RONDANDO OS ADOLESCENTES

A respiração é bloqueada. Não é o corpo denunciando algo errado, mas uma vontade consciente de testar os limites se expondo ao perigo. O tempo passa, e vem o desmaio. A prática de “brincar” de correr riscos não é nova, mas a avalanche de informações que a Internet traz tem alarmado especialistas e pais sobre o tema. Com o propósito, sobretudo, de afirmação, crianças e adolescentes têm se arriscado na prática sem, na maioria das vezes, conhecer o perigo que ela traz. Eles justificam todo o risco em nome de alguns momentos ditos de prazer e euforia que vêm antes do colapso.

“Na adolescência, correr riscos é quase uma característica natural”, diz a psicóloga Fabiana Vasconcelos. Curiosidade, pressão de amigos ou o ímpeto natural da idade são possíveis motivações que levam os jovens a testar limites, sozinhos ou em grupos. Pela Internet, vídeos se repetem mostrando casos.

Em troca do tal prazer, a queda na oxigenação do cérebro pode trazer sequelas como hemorragia, parada cardíaca ou coma. Para algumas pessoas, o preço é a própria vida.

A discussão ainda é incipiente no Brasil. Não há estatísticas oficiais sobre acidentes - fatais ou não - relacionados aos “jogos” no País. Isso porque, explica a psicóloga, não há diferenciação entre intencionalidade e acidente para as mortes por auto-sufocamento.

“Os raros trabalhos de prevenção existentes em nosso país vêm sendo desenvolvidos baseados em informações e métodos internacionais”, comenta a pesquisadora Juliana Guilheri. Sem conhecer o tamanho do problema, é ainda mais difícil combatê-lo, pontua. Já se sabe que a faixa etária mais suscetível aos “jogos” e aos danos que eles trazem vai dos 12 aos 16 anos.

Família
Em junho do ano passado, Dimitri Jereissati, de 16 anos, foi vítima da “brincadeira”, segundo o pai dele, Demétrio Jereissati. “Até então, a gente não tinha nenhum conhecimento desse fato”, conta o pai do garoto, que, em homenagem ao filho, fundou o Instituto DimiCuida. A instituição, de acordo com o empresário, segue dois dos sonhos de Dimitri (cuidados com animais de rua e promoção de ações para o turismo ecológico), além de espalhar a conscientização sobre “jogos” de risco. “Queremos evitar que outros jovens se acidentem e que outras famílias passem por isso por desconhecerem o problema”.

Ter consciência de que essas “brincadeiras” existem é, cita Fabiana, a primeira ferramenta que pais e educadores têm para combater a prática. Sobretudo, ela pontua, é necessário ter um ambiente de confiança e comunicação para que a questão seja debatida com franqueza e os riscos sejam enumerados. Olhos vermelhos, manchas vermelhas ao redor das pálpebras, irritação e isolamento são alguns dos sinais que pais e educadores podem perceber.

Judy Rogg, uma das fundadoras do Erik’s Cause, cita a quantidade de visualizações de quatro vídeos no YouTube como sintoma do problema. A Erik’s Choice é uma organização americana que também combate, através da disseminação de informações, as “brincadeiras” perigosas. Ela comenta que somente a busca por “desafio do desmaio” (em inglês) tem mais de 200 mil resultados. O primeiro deles tem 710 mil visualizações. “Se isso não mostra que é um grande problema, eu não sei o que mostraria, na ausência de estatísticas confiáveis e do medo que os educadores têm de, ao menos, colocar uma questão sobre isso nas pesquisas de avaliação de riscos dos estudantes”.

O filho de Judy, Erik Robinson, de 12 anos, foi encontrado morto depois de tentar, pela primeira vez, a “brincadeira”, em 2010, relata a mãe. De acordo com ela, ainda é cedo para mensurar a importância da atuação da Erik’s Cause no país. “Como se trata de educação preventiva, é impossível dizer quantas pessoas você pode ter salvado, mas muitas crianças e pais têm nos agradecido”. Depois de conhecerem o tamanho do problema, os jovens comentam que não sabiam quão perigosa a prática é, ela afirma. “E dizem que isso fez com que eles deixassem de querer continuar”.

Saiba mais

Esta semana, será realizado o 1º Colóquio Internacional sobre Brincadeiras Perigosas. É a primeira ação do Instituto DimiCuida, segundo Demétrio, e, de lá, devem sair pautas voltadas para escolas, grupos e pais para atuarem na prevenção em Fortaleza e, em seguida, no resto do País.

No colóquio, serão apresentados os primeiros resultados de uma pesquisa sobre as “brincadeiras” no Brasil. O objetivo, cita a pesquisadora Juliana Guilheri, é revelar características epidemiológicas de como esses tipos de comportamentos têm ocorrido no Brasil. “A partir dessas informações, poderão ser criadas estratégias de prevenção adaptadas ao contexto brasileiro”, ela diz.

Serviço

1º Colóquio Internacional de Brincadeiras Perigosas
Quando: terça e quarta-feiras (25 e 26 de agosto)
Horário: das 8h às 18 horas
Local: Seara Praia Hotel (avenida Beira Mar, 3080)
Informações: 3255 8864
Acesso gratuito (mediante inscrição)

AUTOR: O POVO

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