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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CRIANÇAS E ADOLESCENTES SÃO COOPTADOS PELO TRÁFICO DE DROGAS

Na disputa por território, quando não matam rivais, morrem FOTOS: KID JÚNIOR
Sem nada para comer em casa, os meninos vão buscar o alimento nas ruas, dormindo, muitas vezes, em terminais de ônibus. Hoje, servem ao tráfico, pois perceberam que ele lhe dá condições de permanecer na própria comunidade FOTOS: KID JÚNIOR

Invisíveis aos olhos da sociedade, crianças e adolescentes, após passarem por conflitos familiares ou, de alguma forma, serem negligenciados pelos pais, acabam optando por viver nas ruas. A falta de afeto e, muitas vezes, até do essencial, como o alimento, é o que os leva às ruas, onde passam por todo tipo de adversidade. Sem que tenham opção de escolha, acabam tendo a infância e a adolescência - entre as fases mais bonitas da vida - furtadas pela miséria. De uns anos para cá, entretanto, observa-se uma mudança no perfil da situação de rua de Fortaleza.

Antigamente, era muito comum encontrá-los cheirando cola ou solvente pelas ruas do Centro da cidade. Geralmente, estavam em grupos, concentrados, principalmente, nas praças da Estação, Lagoinha, José de Alencar e Igreja da Sé. Hoje, continuam saindo de casa pelos mesmos motivos: os laços fragilizados com a família. No entanto, em vez de irem para os tradicionais pontos do Centro, permanecem na própria comunidade, sendo cooptados pelo tráfico de drogas, onde assumem o pior "serviço".

Para descrever essa mudança de perfil da situação de rua de Fortaleza, o Diário do Nordeste publica, a partir de hoje, sempre às segundas-feiras, a série "Vidas nas sombras da rua". O material se debruçará sobre a questão do crack, dos homicídios na população jovem e destacará, ainda, a as carências da área, desde a exatidão dos dados sobre o tema até a precariedade.

Status

"Eles são ludibriados de tal forma que não se veem nesse papel. Para eles é status, um respeito moral. Mas, na verdade, estão sendo induzidos para ficar na linha de frente, sendo os 'soldados da guerra'. Tentam matar os rivais e, quando não matam, morrem, quando não morrem, cometem deslizes no sentido de quebrar alguma regra imposta pelo tráfico.

Às vezes, a gente encontra meninos nas ruas do Centro ou da Beira-Mar vindos dessa situação, por estarem ameaçados de morte. Estavam muito envolvidos na criminalidade ou perderam droga", explica Antônio Carlos da Silva, educador social da organização O Pequeno Nazareno.

Mesmo que sejam apreendidos pela Polícia e percam a droga, eles ficam com a dívida. "Não há um perdão", explica o educador. Como não têm como pagar, para não morrerem, eles acabam buscando refúgio nas ruas. "Já me deparei com vários casos desses. Eles chegam desnorteados. Têm vergonha de pedir, então passam muita fome. 

Aos poucos, vão se adaptando e encontrando estratégias de viver naquele espaço e, às vezes, ficam. Ou a família vai atrás e consegue mandar para outro local. Esses meninos acabam não entrando para as estatísticas, apesar de ser neste contexto onde está acontecendo esse extermínio da juventude", denuncia.

Outra característica do crack é que trata-se de uma droga que segrega os meninos, diferente da cola, que agregava. "A cola tinha uma característica de ser compartilhada. Ela é muito barata, então rapidamente eles conseguiam juntar dinheiro para comprar e passavam o dia inteiro cheirando, entravam pela noite. Não existia essa fissura do crack de usar mais e mais", explica.

O educador social comenta que o crack acaba criando um distanciamento entre as crianças e adolescentes em situação de rua. Em outros tempos, eles ficavam concentrados em grupos de 30 e até 40 pessoas. Enquanto hoje, se tornaram escravos da droga. Para conseguirem dinheiro para usar crack o dia inteiro, como desejam, vão para bairros e outros locais menos povoados por pessoas em situação de rua. Foi essa a estratégia que encontraram de conseguir dinheiro para manter o vício.

Impacto

Por não estarem mais aglomerados em grandes grupos, muitas vezes eles acabam passando despercebidos. Para a sociedade, não é tão impactante. Por isso, tornou-se comum encontrar pessoas vagando pelas ruas da cidade, parecendo zumbis. Essa mudança de perfil, na qual predomina o uso do crack, dificulta o trabalho dos educadores sociais - que fazem abordagem de rua, através das chamadas busca-ativa.

Por não terem inserção dentro das comunidades, eles encontram dificuldade de chegar até esses meninos, em decorrência da situação incômoda imposta pelo tráfico de drogas. "A presença de educadores interferindo na dinâmica deles não é bem vista. Os traficantes têm interesse que os meninos fiquem do lado deles. Já aconteceu, inclusive, situações de colegas serem ameaçados de morte", afirma Antônio Carlos. Em alguns casos, o educador tem que pedir permissão ao chefe do tráfico, e só quando ele concede é que conseguem realizar algum trabalho com os meninos.

Quais as artimanhas para driblar a miséria?

Sem nada para comer em casa, João Pedro (nome fictício), com apenas 9 anos, se viu obrigado a buscar o alimento para matar a fome nas ruas. Sem rumo certo, vagava pela cidade, entre os terminais do Antônio Bezerra e do Siqueira pedindo a transeuntes alguns trocados. "A minha mãe não tinha nada para me dar para comer, então eu fui mesmo. Eu gostava de ficar no terminal. Pedia dez, 50 centavos. Se visse uma pessoa comendo eu pedia. Chegava em um restaurante e eles quase que não davam. Pensavam que nós 'ia' roubar", relata o menino, hoje com 14 anos.

Muitas de suas dormidas foram no Terminal do Siqueira, debaixo de um banco onde passou fome e, principalmente, frio. O único objeto que dispunha era um papelão que utilizava para cobrir o chão. E, apesar de conhecer outros meninos, preferia ficar sozinho. Assim Pedro viveu durante meses, até ser abordado por um educador social.

Passou por três instituições. Chegou, inclusive, a ficar abrigado durante quatro anos em um sítio do Pequeno Nazareno, em Maranguape. Porém, quando retornou para casa, pouca coisa havia mudado. Foi quando começou a enveredar para o mundo do crime. Tornou-se avião (comercializa a droga) e começou a praticar assaltos dentro da comunidade em que reside, no Planalto Ayrton Senna. Ele percebeu que o tráfico lhe dava condições de permanecer no próprio bairro e, dessa forma, deixou de ir aos terminais. Pedro tem outros 14 irmãos. O mais velho também está envolvido com o mundo do tráfico. Já um mais novo, de 12 anos, está internado no sítio em Maranguape.

A sua mãe, após visitar um irmão que está preso, conheceu um presidiário e, desse relacionamento, já teve sete filhos. Ao conhecer a morada de Pedro fica muito fácil entender o porquê de ele ter ido parar nas ruas. A casa, um pequeno vão de chão batido e paredes sem reboco, toda esburacada, é onde vive com a mãe e os demais irmãos e irmãs. As camas ficam uma ao lado da outra.

Apenas uma pequena cômoda, caindo aos pedaços, acomoda as roupas e brinquedos das irmãs pequenas. A casa não tem fogão e nem geladeira. O espaço destinado ao banheiro, pelo mal cheiro, dá indício da situação de insalubre que a família vive.

Apesar da pouca idade, Pedro tem uma lista de amigos que perdeu para o tráfico. "Foi um bocado. Tem o finado Leandro (nome fictício) e um primo também. 'Nós' não pode andar para muito longe, só por aqui. Se passar, pode ser que um do outro lado pegue. 'Nós' não pode se bater de frente com os outros meninos que conhecem 'nós'. Até outro dia, a gente jogava bola na quadra, mas 'crescemo' e 'tamo' aí". Sem saber falar sobre o futuro, vive um dia de cada vez. "O amanhã só quem sabe é Deus. Não sei se eu vou sobreviver. Ando com um bocado de amigos e não sei nem se eles têm treta", diz.

Envelhecida demais para os seus 32 anos, a mãe de Pedro (identidade preservada) sonha com um futuro diferente para os seus filhos. "Espero que o futuro deles seja melhor que o meu. Eu nunca estudei, nunca tive oportunidade, queria que eles estudassem para ser alguma coisa na vida, porque é difícil", desabafa.

AUTOR: DN

POLÍCIA APREENDE FUZIL EM QUIXADÁ (CE)

O material apreendido durante a operação, que deu cumprimento a uma ordem judicial de busca e apreensão, no bairro Campo Novo, foi recolhido e encaminhado à Delegacia Regional de Quixadá, bem como os quatro presos FOTOS: DIVULGAÇÃO
Natanael Brito estava em posse do fuzil 762, apreendido pelo Cotar, durante a operação
'Nem' foi preso, na Rua da Lavanderia, com um revólver, calibre 38, munição do mesmo calibre e droga
'Hardim' foi pego em flagrante com drogas e uma quantidade de dinheiro, em cédulas de pequeno valor
'Haroldo' portava drogas e tentou escondê-las, quando avistou os militares, segundo a Polícia

Uma operação conjunta da Delegacia Regional de Quixadá (DRQ), do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP) e do Comando Tático Rural (Cotar) resultou em quatro pessoas presas, armas de grosso calibre e drogas apreendidas. A ação desencadeada, na manhã de ontem, em Quixadá (a 158 Km de Fortaleza), foi autorizada por um mandado de busca e apreensão para 13 casas, situadas no bairro Campo Novo, expedido pelo juiz da 3ª Vara da Comarca de Quixadá, Fabiano Damasceno Maia.

De acordo com o delegado Alexandre Ferraz, titular da DRQ, as investigações começaram depois de denúncias anônimas sobre a prática de tráfico de drogas naquele bairro. "Os inspetores investigaram as denúncias dos informantes e realmente flagraram as atividades ilegais. Fizemos campanas e conseguimos, inclusive, fotografar as negociações das drogas. Em posse de todas as provas, nós as enviamos à Justiça e conseguimos este mandado de busca e apreensão, contra as casas dos principais alvos. Aguardamos o melhor momento e partimos para o cumprimento, na hora em que achamos que seria apropriada para as apreensões", afirmou.

Todas as pessoas que foram encontradas em posse de material ilícito nas residências revistadas foram presas. São elas, Márcio José Soares de Lima, o 'Nem'; Hardison da Silva Sousa, o 'Hardim'; Natanael Aprígio Brito; e Anderson da Silva Chagas, o 'Haroldo'. Um adolescente foi apreendido para averiguação. Segundo Alexandre Ferraz, os quatro detidos eram pessoas que realmente movimentavam o tráfico na área. "Mesmo sendo vizinhos e tendo uma pessoa, que eventualmente, levava drogas de um até outro, eles não faziam parte de uma quadrilha, nem agiam juntos. Eram criminosos independentes", disse Ferraz.

Apreensão

Em uma casa, na Rua Dalva Holanda, onde Natanael Brito estava, foi apreendido um fuzil, modelo Mosquefal, calibre 7.62, com uma caixa completa de munição, do mesmo calibre; na Rua da Lavanderia foi encontrada uma espingarda artesanal, calibre 12; e na Rua Peri Barroca foi achado um revólver 38, R$ 2.003 em espécie e uma motocicleta Honda, modelo Titan, sem nenhum documento.

Além disto, a Polícia apreendeu, ainda, seis celulares, relógios e pulseiras, que teriam sido dados com o pagamento pelas drogas, pelos usuários. "Por tudo o que foi achado e pelo que já havíamos visto nas investigações, a principal atividade dos presos era o tráfico. Até onde sabemos, eles não têm relação com outros tipos de crimes, como homicídios ou roubos", declarou o delegado regional.

Conforme informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública, foram apreendidos também, máquinas para misturar outras substâncias à cocaína pura e aumentar seu volume, ação que é conhecida no mundo do crime, como "desdobrar drogas"; e um moinho utilizado para moer maconha prensada.

Fuzil

O delegado Alexandre Ferraz informou que há algum tempo a Polícia estava a procura do fuzil, que foi apreendido. Segundo ele, a arma de grosso calibre já estava sendo monitorada pelo DIP, que deu conta de seu transporte para a cidade de Quixadá.

"Uma informação chegou ao Cotar dando conta de que dois fuzis estavam sendo usados por criminosos, no Município de Pedra Branca. Os policiais foram até lá, mas só encontraram um. Depois disto, o DIP recebeu a informação de que o outro tinha sido levado para Quixadá. Possivelmente, esta arma apreendida é a mesma que estava sendo procurada. A partir de agora, vamos investigar como o transporte foi feito e quem foi o responsável por trazer e por receber este fuzil aqui", disse Ferraz.

O delegado salientou que existe um traficante da Cidade, que não foi preso nesta operação, mas que está sendo investigado. "Sabemos das atividades dele, mas não conseguimos provar nada, ainda. Recebemos informações que poderão ajudar na prisão dele, posteriormente", disse.
AUTOR: DN

JUSTIÇA FEDERAL DETERMINA O LEILÃO DE BENS DE TRAFICANTES

A decisão sobre a disponibilidade dos bens dos réus para leilão foi proferida pelo juiz Danilo Fontenelle, titular da 11ª Vara da Justiça Federal FOTO: JOSÉ LEOMAR

A 11ª Vara da Justiça Federal do Ceará determinou que bens de dois homens condenados por tráfico de entorpecentes sejam disponibilizados para leilão. Três veículos, sendo duas caminhonetes importadas, foram apreendidos em setembro de 2012 pela Polícia Federal (PF) durante a 'Operação Corumbatu', que investigava a atuação no Ceará de uma rede criminosa internacional de narcotraficantes.

De acordo com a decisão publicada no Diário Eletrônico da Justiça Federal, o delegado Janderlyer Gomes, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, ingressou com ação de Alienação Judicial Criminal com o objetivo de venda antecipada dos veículos Toyota Hilux CD 4x4 SRV, de placas NQV-8021, Fiat Palio Attractive de placas OCL-2739 e uma Toyota Hilux SW4 SRV 4x4 de placas NOB-0457.

Os bens foram apreendidos em cumprimento de mandados de busca e apreensão em poder dos réus Wagney Alcântara de Oliveira, o 'Vaqueiro'; e Ezivan Gonçalves dos Santos, apontado como o chefe da quadrilha.

Depósito

O delegado alegou que os veículos apreendidos em poder dos integrantes do bando estão no depósito da PF "se deteriorando" e perdendo valor comercial. O Ministério Público Federal (MPF) deu parecer favorável ao pedido do delegado Janderlyer Gomes pela disponibilização dos bens "e que o valor apurado seja acautelado em conta vinculada a este Juízo até o trânsito em julgado da ação penal". Ao analisar o caso, o juiz Danilo Fontenelle Sampaio, titular da 11ª Vara da Justiça Federal, determinou o leilão tradicional e por meio eletrônico dos bens.

O magistrado salientou que os réus foram condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico e considerou pertinente o argumento da autoridade policial.

Ezivan Gonçalves e Wagney faziam parte, segundo a Justiça Federal, de uma rede criminosa internacional responsável pelo transporte e venda de cocaína no Ceará. Os dois foram presos em setembro na operação da DRE, da Polícia Federal.

O advogado Michel Coutinho, que representa Ezivan Gonçalves, disse que está analisando a decisão judicial para decidir se vai recorrer.

AUTOR: DN

HOMICIDA É PRESO PELO RONDA TÁTICO

Jean Alisson Abreu dos Santos, 25, confessou o crime, mas disse que foi provocado pela vítima

Um homem suspeito de um homicídio foi preso minutos após o crime, no bairro Sapiranga. De acordo com a patrulha do Ronda Tático, do Núcleo de Policiamento Comunitário (NPC) 1, que efetuou a prisão, Jean Alisson Abreu dos Santos, 25, teria matado Reginaldo Lima de Sousa com uma pistola, modelo PT 840, calibre .40, que pertence à Polícia Militar do Ceará. Por enquanto, ainda não se sabe em que circunstâncias a arma chegou nas mãos de um civil.

Conforme o soldado PM Rafael Pereira, a vítima e o suspeito estavam bebendo juntos em um bar, na Rua José Félix de Lima, e houve um desentendimento, que desencadeou uma luta corporal. "Eles trocaram insultos e chegaram as vias de fato (violência contra pessoa). 

Depois disso, o Jean foi em casa pegar uma arma e já voltou atirando contra o Reginaldo, que caiu morto na calçada do bar".

A PM foi acionada e iniciou as diligências a procura do suspeito. "Uma testemunha do fato nos chamou e informou onde ele estaria. Fomos até o local e o encontramos escondido entre o forro e o telhado de um colégio público, que fica a algumas ruas de onde o homicídio aconteceu", declarou o soldado Pereira.

O acusado, que já respondia por dois portes ilegais de arma, foi conduzido ao 2ºDP (Aldeota), onde foi autuado em flagrante por homicídio pela delegada Socorro Portela. Ele confessou ter atirado, mas disse que foi provocado pela vítima.

A Polícia ainda não sabe como a pistola saiu do controle da Instituição. "O suspeito disse que conseguiu a arma com um homem que vende armas na Sapiranga, mas não revelou quem seria", esclareceu o soldado Pereira.

AUTOR: DN

HOMEM É ROUBADO APÓS SACAR DINHEIRO; E OUTRAS NOTÍCIAS POLICIAIS

'Saidinha'
Homem é roubado após sacar dinheiro
Um homem foi vítima de um roubo do tipo 'saidinha bancária', na tarde de ontem, após efetuar saque de uma quantia não informada num caixa eletrônico na Avenida Bezerra de Menezes.

Tauá
Adolescentes fogem de casa de custódia
Dois adolescentes que estavam recolhidos em uma casa de custódia, no município de Tauá (a 344 Km de Fortaleza), fugiram na noite do último sábado. Até o fechamento desta edição, os fugitivos não haviam sido recapturados.

Cadeia pública
Celulares e drogas são apreendidos
Agentes penitenciários e policiais militares que estavam de serviço na Cadeia Pública de Quixadá apreenderam, no fim de semana, cinco aparelhos celulares, crack e maconha no pátio da unidade. O material ilícito foi jogado para dentro do prédio por dois homens que fugiram Em uma motocicleta.

AUTOR: DN

domingo, 31 de agosto de 2014

DESABAFO DE UM LEITOR COM O DESCASO DA CAGECE, DE VIÇOSA DO CEARÁ

Problemas da CAGECE com o município de Viçosa do Ceará tendo em vista que na rua Profssor Valdivino de Alencar está hoje no 3º dia que está sem abastecimento de água e, eu Garcia dos Santos Rocha entrei em contato com a CAGECE através do 08002750195. 

E para que haja ou uma contradição desejo saber se o nº de inscrição tenha sido mudado até porque no dia 14.11.2013 recebemos como um bom natal um anúncio confidencial de aviso de corte sem que houvesse contas em atraso, e esse nº confidencial é exatamente o mesmo que entrei em contato com a devida Empresa que a qual veio a dizer que: 

O cronograma que está certo para que Viçosa seja abastecido será no dia 02 de setembro, eu, Garcia dos Santos Rocha desconsidero que haja essa desordem, vejamos como somos descriminados pelos órgãos público do Estado do Ceará, sendo sem nenhuma dúvida e obrigado a cumprir esse padrão de
comprimento que foi dito ser uma ordem de serviço que está sendo feita entre Viçosa e Tianguá e em veracidade não foi confirmado. 

Então amanhã entraremos com recurso na ouvidoria do Estado afim de que sejamos mais bem atendidos e de formas mais a quadro com a lei do consumidor, porque não fomos avisados disso o que devíamos termos sido como recebemos a carta confidencial em novembro de 2013. 

No caso não somos Gente? não merecemos respeito? e o que diz a Lei do Consumidor? Não é válida para o Estado? só é válido para outros órgãos? 

Pois desde o dia 29.08;2014 que não tomamos banho e nem, as crianças também, tais como idosos, é justo que deus mande chuva e o Governo venda a água e ainda com burocracia.

Sr Ministério Público como Fiscal da Lei, pedimos que haja um comportamento melhor, sabemos que Vossa Senhoria é Funcionário do Estado mais que dê à Cesar o que é de Cesar, por favor. 

Contudo fiquei com medo de pagar essa conta com o descontrole que não consta na Cagece esse nº de inscrição. 

Pedimos por favor que haja sensibilidade no abastecimento de água para Viçosa do Ceará sem descriminação de Bairro porque isso já vinha acontecendo anteriormente, 

Afirmo, então denuncio a Cagece como serviço arbitrário para o consumidor e peço justiça por parte do DECOM, sem diferença de que sejas do Estado ou Iniciativa privada. 

Obrigado! 

31.08.2014 Viçosa do Ceará 
Garcia dos Santros Rocha, (Quero água hoje 31)

Atenciosamente,
Garcia dos Santos Rocha

AUTOR: TIANGUÁ AGORA/VIA FORMULÁRIO DE CONTATO DO BLOG

2 IRMÃOS MORREM APÓS COLISÃO ENTRE MOTO E CARRO, EM BARREIRAS (BA)

Frente do carro que bateu em moto ficou totalmente destruída. (Foto: Sigi Vilares/ Arquivo Pessoal)

Dois irmãos morreram na noite de sábado (30), após a moto em que um deles conduzia bater em um carro, caminhonete, em Barreiras, no oeste do estado.
Moto onde os irmãos estavam. (Foto: Sigi Vilares/ Arquivo Pessoal)

De acordo com a Polícia Militar, o motorista da caminhonete subia a avenida Jardim Vitória, sentido a BR-242, quando invadiu a pista na contra mão e colidiu de frente com o casal de irmãos que estavam na motocicleta.

O condutor da moto, um homem de 37 anos e a irmã dele, de 29 anos morreram no local. Ainda segundo a polícia, o motorista do carro estava com sinais de embriaguez e havia garrafas de bebida álcoolica no veículo. Ele foi encaminhado para a delegacia onde ainda permence preso, segundo a polícia.

Os corpos dos irmãos foram encaminhados pelo rabecão para o Instituto Médico Legal em Barreiras, onde serão necropsiados.
Polícia informa que motorista estava com sinais de embriaguez. (Foto: Sigi Vilares/ Arquivo Pessoal)

AUTOR: G1/BA

SUSPEITO DE ROUBO É AMARRADO E ESPANCADO, EM NATAL (RN)

Amarrado, suspeito foi agredido até a chegada da polícia (Foto: Marksuel Figueiredo/Inter TV Cabugi)

Um homem suspeito de ter roubado o aparelho celular de uma adolescente foi espancado por moradores do conjunto Cidade Satélite, na Zona Sul de Natal. A ocorrência foi registrada na noite deste sábado (30). Segundo a Polícia Militar, a vítima do assalto contou que foi assaltada numa parada de ônibus que fica na marginal da BR-101. Quando as guarnições chagaram ao local o suspeito foi encontrado no chão, com as mãos e pés amarrados, e já desmaiado.

A adolescente disse que estava na parada de ônibus quando o homem se aproximou, a segurou pelo braço e tirou o telefone de dentro da bolsa dela. Em seguida, ele fugiu. Numa rua próxima, o porteiro de um condomínio percebeu a atitude suspeita do homem e o segurou. "Moradores da região, que teriam presenciado quando a garota foi assaltada, partiram para cima do suspeito, o renderam, amarraram e o agrediram", relatou a polícia.

O suspeito foi levado para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho. Testemunhas contaram à polícia que o homem trabalha como flanelinha, mas não souberam dizer o nome dele. Algumas pessoas também disseram que o agredido já teria cometido outros assaltos na região.

'Cidadão age quando Estado falha', diz promotor
Em infográfico publicado no início de julho, oG1 fez um levantamento sobre casos em que cidadãos cometeram crimes ao tentar fazer justiça com as próprias mãos. Com cinco casos, o Rio Grande do Norte aparece como o terceiro estado com mais linchamentos noticiados neste ano, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na ocasião da publicação, do levantamento, o promotor de Justiça de investigações criminais, Wendell Beetoven Ribeiro Agra, disse que a situação é preocupante. Ele acredita que a descrença na justiça criminal levou ao ponto atual. "Como as pessoas desacreditam, elas passam a fazer justiça com as próprias mãos, o que é uma forma totalmente ilegítima de aplicação de punição. O cidadão age quando o Estado falha", opina. "Não acredito em soluções miraculosas com criação de divisões especiais para investigar crimes. Falta só o feijão com arroz, as delegacias de bairro investigarem", acrescenta o promotor.

AUTOR: G1/RN

CIENTISTAS DESVENDAM MISTÉRIO DAS 'PEDRAS QUE ANDAM' NA CALIFÓRNIA

Fenômeno era investigado desde os anos 1940 e não havia sido testemunhado até agora (Foto: AP)

Pesquisadores americanos conseguiram resolver um mistério científico que já durava décadas: as "pedras que andam" no Vale da Morte, no deserto de Mojave, na Califórnia.

Algumas destas pedras chegam a pesar 300kg. Elas ficam em um lago seco, plano e rodeado por montanhas. Em algumas épocas do ano, este lago se enche com água da chuva, que evapora rapidamente.

Estas pedras se movem, deixando um rastro na terra por dezenas de metros. Mas, desde que elas começaram a ser estudadas por cientistas, nos anos 1940, ninguém as havia visto se mover.

Isso fez com que surgissem várias teorias para o fenômeno, algumas delas bastante exóticas, atribuindo seu movimento a campos de energia poderosos, ao magnetismo da Terra e até mesmo a extraterrestres.

Até que finalmente, em dezembro passado, o pesquisador Richard Norris, da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos Estados Unidos, e seu primo James Norris puderam presenciar e captar em imagens o fenômeno.

Capa de gelo
Eles explicam em um estudo publicado nesta semana na revista PLOS ONE que tudo começa quando a chuva produz uma capa de água sobre o terreno seco, criando um lago superficial.

Durante a noite, essa água se congela, formando uma capa de gelo de cerca de três a seis milímetros na qual ficam presas as bases das rochas.

Quando o sol sai, o gelo começa a quebrar, criando placas de vários metros de largura que se deslocam com o vento.

Assim, as pedras se movem sobre o barro, impulsionadas pelas placas de gelo, a uma velocidade de dois a cinco metros por minuto, formando os famosos sulcos na terra.

As trajetórias dependem da velocidade e da direção do vento e da água que se encontra abaixo do gelo.

Segundo Richard, o fenômeno não é frequente porque quase não chove no Vale da Morte, e as temperaturas médias são elevadas.

Chuva, frio e vento
Para que possa ocorrer, é preciso que tenha chovido e que a temperatura baixe a cerca de 0ºC antes que a água evapore.

Por fim, o vento precisa ter força suficiente para mover as placas e, junto com elas, as rochas.

Na época em que Richard e James presenciaram o fenômeno, no fim de 2013, havia chovido bastante na região e até mesmo nevado.

Há alguns meses, Ralph Lorenz, pesquisador do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, e um dos autores do estudo publicado nesta semana, explicou por que havia sido difícil captar o movimento das rochas.

"Elas estão em uma área remota, de difícil acesso e protegida, onde não se pode acampar e há muitas restrições do que as equipes podem levar para lá", disse.

Além disso, "a maioria dos deslocamentos ocorre quando está frio, chovendo e ventando, o que dificulta captá-los."

AUTOR: BBC

JOVEM DE 17 ANOS É EXECUTADO A BALA NOS TERRENOS NOVOS, EM SOBRAL (CE)

Um crime de morte foi registrado por volta das 23h de sábado 30/09 na Rua Francisco Alfredo Cavalcante, Bairro Terrenos Novos. A vítima foi o estudante Francisco Bruno Alves Gomes, 17 anos, natural de Sobral, que morava no mesmo bairro.

De acordo com as primeiras informações da polícia, a vítima fora abordada na rua acima citada por dois homens que ocupavam uma moto modelo FAN e sem nenhuma discussão os indivíduos efetuaram cerca de cinco disparos, dois dos quais acabaram acertando a vitima que morreu no local.
Em seguida os criminosos fugiram do local e não foram localizados pela polícia até o presente momento. A mãe da vitima revelou para nossa reportagem que seu filho não tinha passagem pela polícia, mas era marcado por frequentadores de gangues, pelo fato de andar com má companhia.

O caso vai ser apurado através de procedimento policial na Delegacia Regional.
AUTOR: Na Mira da Polícia

3 PESSOAS MORREM EM ACIDENTES NAS ESTRADAS DO CEARÁ

Três pessoas morreram e 12 ficaram feridas, em 18 acidentes registrados nas estradas que cortam o Ceará, entre o último sábado (30) e este domingo (31).

O primeiro acidente com vítima no dia ocorreu às 10h, na CE-168, km 4, em Itapipoca. Uma colisão entre uma motocicleta e um caminhão vitimou o condutor da moto, José Maicon Nascimento Sousa, 20.

José Maicon não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e trafegava com uma passageira, uma adolescente de 17 anos, que ficou ferida no acidente, segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

Às 19h, um carro Corsa se chocou com um ônibus da empresa Guanabara, no km 34 da BR-222, em Caucaia. O motorista do Corsa, José Lindemberg da Silva Freitas, 25, não resistiu e faleceu no local, e o passageiro do mesmo veículo, José Rogério Barros Ferreira, 20, ficou gravemente ferido.

Domingo começa com acidente fatal

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou a primeira morte deste domingo, a 1h. O condutor de uma camionete L200, Airton Jeronimo de Melo, 39, faleceu ao bater o veículo com um ônibus de turismo fretado.

O motorista e um passageiro do ônibus ainda ficaram feridos, mas foram atendidos e liberados ainda no local.

AUTOR: DN

OPERAÇÃO POLICIAL PRENDE 4 PESSOAS E APREENDE DROGAS E ARMAMENTO PESADO, EM QUIXADÁ (CE)

Operação do Comando Tático Rural (COTAR) e da Polícia Civil, iniciada no início da manhã deste domingo (31), em Quixadá, apreendeu drogas, armas pesadas e munições e já prendeu 4 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas.

A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo titular da 3ª Vara da Comarca de Quixadá, Dr. Fabiano Damasceno, em diversas localidades do município.

Segundo o comandante do COTAR, o capital Alexandre Rodrigues, a operação começou às 6h, no raiar do dia, e já chegou a bocas de fumo, apreendendo crack, maconha e cocaína, e a uma fábrica de armas artesanais, onde foram apreendidos um fuzil calibre 762, com uma caixa completa de munição, e uma espingarda.

Outro alvo da polícia se localizava na Rua da Lavanderia, nº 154, no bairro Campo Novo, onde foram encontrados e apreendidos R$ 1.158, um revólver calibre 38mm, 578g de maconha, uma moto Titan (cor preta e placa NVD 1181), 2 celulares e um relógio.

Na mesma rua, no nº 141, foram apreendidos 395g de maconha e duas balas calibre 38mm.

As informações são preliminares, e os policiais continuam realizando diligências no município, para cumprir os mandados.

AUTOR: DN/FOTO: Reprodução/ WhatsApp

5 PESSOAS FICAM FERIDAS APÓS CARRO CAIR EM CÓRREGO, NO PARANÁ

Motorista perdeu o controle da direção do veículo e capotou
(Foto: Reprodução RPCTV Londrina)

Cinco pessoas ficaram feridas em um acidente em Londrina, no norte do Paraná, na madrugada deste sábado (30). Segundo a Polícia Militar (PM), o carro seguia pela Rua Ermelindo Leão e, após capotar, caiu em um córrego que fica próximo a Avenida Duque de Caxias. Entre as vítimas estavam dois homens e três mulheres. As vítimas foram levadas para hospitais da Zona Norte, do Coração e Universitário.

No noroeste do estado, um homem de 30 anos morreu depois de bater uma moto contra uma árvore em Nova Esperança, na noite de sexta-feira (29). De acordo com o Corpo de Bombeiros, o rapaz seguia pela Rua Governador Manoel Ribas quando perdeu o controle da direção do veículo ao passar por um quebra mola que tinha sido construído há dois dias. A vítima foi encaminhada para o Hospital Sagrado Coração de Jesus, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O corpo foi levado para o Instituto Médico-Legal de Paranavaí.

AUTOR: G1/PR

PADRASTO SUSPEITO DE PÔR AGULHA EM CRIANÇA DE 3 ANOS, DIZ QUE FOI ACIDENTE

Ronaldo mostra objetos reunidos para a mudança na casa em que vivia com a família (Foto: Michelle Farias/G1)

Após ser indiciado pela polícia por maus-tratos à enteada de apenas três anos, diagnosticada no início da semana com três agulhas dentro do corpo, Ronaldo Apolinário de Oliveira, 25, quebrou o silêncio. Em entevista exclusiva ao G1, na tarde da última sexta-feira (29), ele mostrou a casa onde vivia com a família, no Povoado Santo Antônio, no município de Atalaia, e negou as acusações. O padrasto da criança alega que tudo não passou de acidentes. A menina foi liberada do hospital e foi morar com a tia na cidade de Jacaré dos Homens, Sertão alagoano.

Segundo Oliveira, no momento em que a menina se feriu com as agulhas, ele escovava os dentes do lado de fora da casa, enquanto a mãe da menina, Quitéria dos Santos, tomava banho. Eles ouviram os gritos da criança e foram socorrê-la. "Foi um acidente, a menina encontrou as agulhas que estavam no quarto. Quando chegamos, vimos que ela estava com várias agulhas. Ela [a mãe da menina] retirou rapidamente as que estavam do lado de fora [do corpo], enquanto ela chorava. Sou inocente", afirma Oliveira.

O caso de maus-tratos à menina foi denunciado pelo Conselho Tutelar de Jacaré dos Homens, município do Sertão de Alagoas, onde ela passou a residir com a tia. De acordo com o conselheiro tutelar José Carlos Ferreira Barbosa, a tia da criança foi buscá-la na casa dos pais, em Atalaia, depois que soube que a menina vinha sendo maltratada e estava com marcas de agressão no rosto.

À época, a jovem Quitéria dos Santos, mãe da criança, disse que suspeita que o padrasto da menina seja o responsável pelas agressões. Segundo ela, o companheiro não gostava da criança e costumava espancá-la com frequência. Ela contou ainda acreditar que padrasto fazia algum tipo de ritual macabro com a criança.

"Ele costumava colocar ela de castigo e batia muito. As agulhas eu nunca vi ele colocando. Mas vi ele acendendo velas pela casa e escutei o amigo dele dizendo que se fosse preta ou de outra cor era melhor", relatou em entrevista à TV Gazeta na última quarta-feira (27).

Questionado sobre o hematoma no rosto da menina, o padrasto diz que nunca ficou sozinho com ela. "Ela é muito danada e sempre tive medo de ficar a sós com ela. O olho dela está assim porque ela caiu, quem viu a queda foi a mãe dela. Quando eu vi, chamei um vizinho e levei a menina ao médico. Nunca bati na menina e não entendo porquê ela [mãe da menina] não diz isso para a polícia", defende-se.

Já sobre as velas citadas pela sua mulher, ele disse que desconhece o fato e que nunca comprou nenhuma vela. "Quero que ela prove o que está falando. Não sei o motivo de ela não estar falando a verdade, mas acredito que a tia, com quem ela foi morar, está fazendo a cabeça dela. Espero que ela volte para a nossa casa porque quero cuidar dela e do nosso filho que ela espera ", diz.

Oliveira abriu as portas da casa em que vivia com a família para o G1. De acordo com o suspeito, eles moravam na casa de um primo dele, mas estavam de mudança após o proprietário pedir o imóvel de volta. Ele conta que havia acertado com a companheira, antes do caso vir à tona, que iriam morar em uma casa que está sendo construída no terreno do pai dele na região.

Vizinhos desconhecem perfil violento

A reportagem também entrevistou vizinhos do suspeito. Eles disseram que Ronaldo gostava de "farra" e de sair com os amigos, mas desconhecem que ele seja uma pessoa violenta. "Conheço ele desde pequeno e nunca ouvi que ele era violento e nem soube de nada. A única coisa que sei é que ele gosta muito de farra, mas ele é tranquilo", afirma o aposentado José Cícero da Silva.

A dona de casa Sônia Freire diz que só soube do caso das agulhas pela imprensa. "Nunca ouvi falar nada sobre ele, mas ninguém conhece ninguém. O que eu sei, é que ele gosta de beber com os amigos. Mais nada", afirma.

Oliveira conta ainda que, após a divulgação do caso na imprensa, ele foi hostilizado pelos vizinhos. "Todo mundo me olhou de cara feia. Mas eles sabem que eu sou inocente, nunca fiz mal a ninguém, principalmente a uma criança", reforça.

AUTOR: MISÉRIA

POR QUE OS AMERICANOS ENSINAM FILHOS PEQUENOS A ATIRAR???

Nos EUA, 31% das residências têm ao menos uma criança e uma arma, segundo dados de 2012

O caso da menina de nove anos de idade que matou seu instrutor de tiros com um disparo acidental de submetralhadora Uzi, no Arizona, levantou o debate sobre o uso de armas de fogo por americanos desde a mais tenra idade.

Em um país onde as opiniões sobre a posse e o porte de armas variam tanto quanto a sua geografia e demografia - como comparar, por exemplo, a realidade de um fazendeiro em Montana com a de um morador de arranha-céu em Nova York? - nem todos os americanos crescem atirando. Mas aqueles que o fazem começam desde cedo.

Dan Baum começou a atirar quando tinha cinco anos de idade. Ele cruzou o país para aprender sobre a cultura das armas nos Estados Unidos. A experiência virou o livro Gun Guys: a Road Trip (algo como "Caras Armados: Uma Viagem pelos Estados Unidos", em uma tradução bastante livre e imprecisa para o português).

O autor acredita que atirar ensina às crianças lições importantes sobre respeito e disciplina. "Pode ser algo ótimo para as crianças", ele diz.

"O que você está dizendo a uma criança é: 'Estou colocando algo extremamente perigoso em suas mãos e confiando que você o usará apropriadamente'."

Baum ensinou sua filha a atirar quando ela tinha 10 anos de idade.

"Crianças são espertas", diz. "Antes de mais nada, elas vão achar qualquer coisa que você tente esconder. E elas podem aprender ao receber instruções. Podem aprender sobre segurança."
Pais 'responsáveis'

Nos Estados Unidos, 31% das residências têm ao menos uma criança e uma arma, segundo dados de 2012 do Centro Law para Prevenção de Violência Armada.

Para muitos pais, a posse responsável de armamentos passa por ensinar crianças a atirar - e a respeitar as armas - desde cedo.

O envolvimento infantil na cultura de armas americana é tão comum que, em algumas regiões, as escolas liberam os alunos no primeiro dia da temporada de caça de veados.

A empresa Crickett Firearm é uma das companhias de armas voltadas especificamente para o mercado infantil. O produto batizado de "meu primeiro rifle" tem menos poder de fogo que a versão adulta e é redimensionado para caber em mãos pequenas.

David Prince e sua mulher abriram o estande de tiro Eagle Gun, em Lewisville, no Texas, há dois anos. Eles aceitam crianças a partir de oito anos de idade e já realizaram festas de aniversário infantis no local.

"Queriamos oferecer um lugar seguro, voltado para a família, em que seja possível aprender sobre segurança e armas e onde as crianças possam entrar em contato com as armas", diz Prince.

"Elas vêem armas o tempo todo nos video-games. Precisam saber que as que estão por aí são perigosas."
Tragédia reacendeu debate sobre crianças e armas
Sem restrições

Prince ensinou filhos a manusear armas "para desmistificar o assunto" quando eles tinham cinco e seis anos de idade.

Legalmente, ele conta, não há restrições sobre a idade em que uma criança pode aprender a atirar. Isso fica a cargo dos pais.

Ele opina que as crianças são capazes de manusear armas semiautomáticas - como a que foi usada no acidente fatal no Arizona -, desde que tomadas as devidas precauções. Por exemplo, se forem feitas adaptações para minimizar o coice gerado pelo disparo.

Já Dan Baum discorda que as crianças tenham acesso a armamentos como a submetralhadora Uzi. Ele espera que a tragédia gere uma discussão mais ampla sobre armas nos EUA, mas se preocupa com a possibilidade de que o tema seja usado politicamente pelas organizações pró-desarmamento.

"É uma pena que as pessoas assistam a esse vídeo e, com base no que esse instrutor fez, tirem conclusões sobre crianças e armas que sejam aplicadas em uma agenda política pré-concebida", se queixa.
Polarização

Silvio Calabi, autor de The Gun Book for Boys ("O Livro das Armas para Garotos", em tradução livre), acredita que o debate sobre armas nos EUA chegou a um impasse: ficou tão polarizado que os dois lados assumiram posições extremas.

"Algumas pessoas tentam a todo custo negar que haja um problema (com a questão das armas) e daí forçam a barra", opina.

"Se você vai na internet, acha fotos de crianças de cinco anos atirando com metralhadoras. Prefiro acreditar que, em uma situação normal, ninguém, não importa o quão experiente ou entusiasta de armas seja, dê uma arma dessas para uma criança de cinco anos."

Por outro lado, ele acha que quem fica chocado com a ideia de uma criança atirando possivelmente não entende a realidade.

"Essas pessoas imaginam casas onde armas de fogo carregadas ficam jogadas na mesa da sala, e que é só uma questão de tempo antes que algum acidente terrível ocorra e um membro da família seja morto", Calabi afirma.

"A grande maioria das pessoas que atira tem um grande respeito pelas armas, e as guarda em locais trancados", reforça. "Elas consideram as armas equipamentos para diversão, mas entendem o que elas podem causar."

Os filhos de Calabi, que aprenderam a atirar aos 12 anos de idade, não usam mais armas agora que já estão crescidos.

Mas ele acredita que esta decisão só pôde ser tomada depois que eles entenderam o significado de atirar - e de abraçar ou não uma tradição americana.

AUTOR: BBC

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